Empresa Estadual de Pesquisa Agropecuária da Paraíba

Estação Experimental "João Pessoa"


Estação Experimental "João Pessoa"
CEP 584200-000 - Umbuzeiro, PB
(Vista da casa sede da fazenda e busto de Dr. Epitácio Pessoa Sobrinho com placa comemorativa dos 50 anos de sua criação)


Histórico
A atual Estação Experimental "João Pessoa", situada no Município de Umbuzeiro, foi concebida como uma Estação modelo. Suas formas arquitetônicas e sua infraestrutura, a tornaram sem similar na região. Arquitetonicamente, ela obedeceu formas neoclássicas, modelo usado pelo Ministério da Agricultura em alguns estabelecimentos no Sul e Sudeste do Pais.

Impressiona pela sua beleza arquitetônica e sua constituição ter se processado em encostas, em blocos separados, o que lhe dá uma visão especial e singular. Todo esse conjunto, passados 80 anos de sua construção se mantém inalterado e bem conservado. A Emepa, no assumir a responsabilidade pela condução desse estabelcimento, nótável pela seleção da raça Gir para leite, não descuidou de se preocupar com a sua conservação e preservação futura. Por isso encaminhou requerimento ao Inastituto Histórico e Artístico da Paraíba para seu tombamento como patrimônio histórico do Estado. Em 07.05.2002, o Decreto Nº 23.011, do Conselho de Proteção dos Bens Históricos e Culturais - CONPEC que declara o tombamento da Estação, suas edificações e da árvore nativa secular, denominada "Jurema Branca".

Localização
A Estação Experimental "João Pessoa" pertecente à Empresa Estadual de Pesquisa Agropecuária da Paraíba S.A. - Emepa está localizada na Mesorregião Agreste Paraibano, aproximadamente no ponto de coordenadas 07º 41' 44" S e 35º 39'49'' W. Gr., a uma altitude de 541 m.

A Estação experimental apresenta uma área de 305,6 ha, ocupados com pastagens nativas, capineiras e cana forrageira, dos quais 150 ha são constituídos, em sua maioria, por capim pangola (Digitaria decumbes Stent.) e sempre-verde (Panicum maximum Jacq. var. gongyloides Doeli). Os baixios ou várzeas são aproveitados com capineiras, plantando-se capim elefante (Pennisetum purpureum Schum.) e cana-de-açúcar (Saccharum officinarum L.), que servem para suplementar as rações das matrizes, durante o período de lactação, e de suporte forrageiro para a estação seca. A área restante é constituída por pastagens nativas.

A Estação é dotada de instalação completa para manejo animal, escritório, casa de hóspedes, oficina mecânica, serraria, armazém, depósitos e laboratório de análises.

Clima
O clima da região é do tipo bioclimático 3 cth, mediterrâneo quente ou nordestino de secas acentuadas na classificação de Gaussen, com temperatura média anual de 26,4º C. O relevo regional varia de ondulado a montanhoso, e a vegetação é do tipo floresta subcaducifólia e caducifólia. O regime climático da área, segundo a classificação de Köppen, é do tipo As' (quente e úmido) com chuvas de outono-inverno. A época chuvosa tem início no mês de fevereiro ou março, prolongando-se até julho ou agosto. As precipitações pluviais atingem uma média anual em torno de 755 mm.

Vegetação
A vegetação predominante é a caatinga hipoxerófila, que vegeta sob clima menos seco, que o semi-árido típico. Nas áreas pouco alteradas, apresenta-se normalmente densa com porte arbóreo e com menos freqüência arbóreo-arbustivo. As espécies mais encontradas são: Baraúna (Schinopsis brasiliensis), Catingueira (Caesalpineae pyramidalis), Quixaba (Bromélia sartorum), Aroeira (Astronium urudeuva), Umbuzeiro (Spondias tuberosa), Jurema (Mimosa sp), Marmeleiro (Croton sp.).

Atualmente esta vegetação encontra-se muito devastada, sendo a utilização agrícola da região bastante intensa, com culturas de subsistência. Como formações secundárias mais freqüentes citam-se os campos secundários (antrópicos) usados como pastagens para pecuária extensiva.

Geologia
O material originário dos solos pertence ao Período do Pré-Cambriano (CD), sendo representada na sua maioria por gnaisses e migmatitos. Estas rochas metamórficas são mais disseminadas no Estado, ocorrendo associadas com micaxistos e granitos. O relevo predominante é forte ondulado e montanhoso.

Principais Unidades de Solos
As principais unidades de solo que ocorrem na área são:

ARGISSOLOS - são solos constituídos por material com argila de atividade baixa e horizonte B textural imediatamente abaixo de horizonte A ou E. Apresentam profundidade variável, desde forte a imperfeitamente drenados, de cores avermelhadas ou amareladas, e mais raramente, brunadas ou acinzentadas. A textura varia de arenosa a argilosa no horizonte A e de média a muito argilosa no horizonte Bt.

NEOSSOLOS - compreende solos constituídos por material mineral, pouco espesso com pequena expressão dos processos pedogenéticos em conseqüência da baixa intensidade de atuação destes processos, que não conduziram, ainda, a modificações expressivas do material originário, de características do próprio material, pela sua resistência ao intemperismo ou composição química, e do relevo, que podem impedir ou limitar a evolução desses solos.

Possuem seqüência de horizontes A-R; A-C-R, A, Cr-R, A-Cr, A-C, 0-R ou H-C sem atender, contudo, aos requisitos estabelecidos para serem enquadrados nas classes dos Chernossolos, Vertissolos, Plintossolos, Organossolos ou Gleissolos. Esta admite diversos tipos de horizontes superficiais, incluindo o horizonte O ou H hístico, com menos de 30 cm de espessura quando sobrejacente à rocha ou a material mineral.

Alguns solos têm horizonte B com fraca expressão dos atributos (cor, estrutura ou acumulação de minerais secundários e/ou colóides), não se enquadrando em qualquer tipo de horizonte B.

Linhas /Ações de pesquisa
Pesquisa em sistema de produção, nutrição animal, inseminação articficial com bovinos da raça Gir.



João Pessoa, PB, 25.03.2003 Voltar



Missão institucional:   Viabilizar soluções tecnológicas para o agronegócio e a agricultura familiar por meio da pesquisa, do desenvolvimento e da inovação, contribuindo para assegurar a sustentabilidade dos agroecossistemas e dar suporte às políticas de geração de emprego e renda no Estado da Paraíba.   * * *   Palma:   Desde 2001, os campos de palma forrageira vêm sendo destruídos pela cochonilha-do-carmim, na Paraíba, o que tem causado grandes prejuízos à pecuária leiteira   * * *   Emepa presente no desenvolvimento da agropecuária paraibana   * * *    
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