Empresa Estadual de Pesquisa Agropecuária da Paraíba

Estação Experimental Veludo


Estação Experimental de Veludo CEP 58780 - 000 Itaporanga, PB

Localização e Caracterização da Área
A Estação Experimental de Veludo pertecente à Empresa Estadual de Pesquisa Agropecuária da Paraíba S.A. - Emepa, está situada na Mesorregião Sertão Paraibano, no Município de Itaporanga, da região denominada Vale do Piancó. Possui uma área de 165,85 ha, situada a 07º 18' 16" S e 38º 09' 16" W. Gr., a uma altitude de 291 m. Localiza-se a 12 km em estrada de barro da sede municipal; 112 km de Patos (centro polarizador), e 430 km da capital do Estado. É servida pelas rodovias estaduais PB-344, PB-356, PB 372 e por rodovias municipais, as quais favorecem o escoamento da produção.

A Estação, totalmente reformada, dispõe de um sistema completo para irrigação, constando de adutora com 3.201 m de extensão, reservatório d' água, pivô central para uma área de 19 ha, área destinada à pesquisa: 6 ha, além das instalações administrativas, casa de hóspedes, almoxarifado, alojamento de técnicos residentes, armazéns, oficina, casas de colonos, casa do administrador e abrigos para máquinas e implementos, centro de administração e apoio: gerência, biblioteca, sala de informática, sala técnica, auditório e copa.

Clima
Segundo a classificação de Köppen, o município apresenta tipo climático Aw (quente e úmido) com chuvas de verão-outono. Este clima caracteriza-se pela temperatura do mês menos quente manter-se acima de 18º C e pela ocorrência de estação seca acentuada, dando lugar a características de aridez.

Os dados de precipitação pluvial registrados no posto pluviométrico de Itaporanga revelam que a média dos totais anuais da série temporal de 1986 a 1998 situa-se em torno de 890 mm, dos quais aproximadamente 66% ocorrem no trimestre mais chuvoso (fevereiro a abril). A precipitação pluvial média no período de 1986-2001 registrada, na Estação Experimental de Veludo variou de 115,5 a 225,0 mm nos meses de janeiro a abril. No mês de maio a precipitação pluvial foi de 74 mm e nos meses de junho a dezembro, variou de 3,3 a 40,7 mm. A temperatura se mantém relativamente estável ao longo do ano, sendo a média em torno de 25,5º C. A umidade relativa do ar situa-se em torno de 70%.

Vegetação
A vegetação predominante é a caatinga hiperxerófila, bastante descaracterizada pela exploração agrícola intensa restando, apenas, pequenas áreas de preservação ambiental nas partes de topografia mais íngreme e pedregosa. Dentre as espécies mais características da região estão: Pereiro (Aspidosperma pyrifolium), Mufumbo (Combretum leprosun), Pinhão brabo (Jatropha pohliana), Palmatória braba (Opuntia palmadora), Juazeiro (Ziziphus joazeiro), Jurema preta (Mimosa hostilis.) e Algaroba (Prosopis juliflora).

Atividades pastoris com a utilização da caatinga como pastagem natural degradaram intensamente a vegetação primitiva.

Recursos Hídricos
O potencial hídrico existente é o Rio Piancó, o qual apresenta caráter permanente situando-se a 1200 m da área experimental. Sua utilização será implementada através de uma adutora com tomada de água, possibilitando a implantação de projetos hidro-agrícolas com o uso do pivô-central e outros sistemas de irrigação.

Relevo
A Estação Experimental de Veludo apresenta uma superfície assentada em rochas cristalinas, dissecada sob a forma de relevo plano a suave ondulado, com áreas pouco elevadas nos seus limites à oeste.

Principais Unidades de Solos
As principais classes de solos encontrados na área são:

LUVISSOLOS - compreende solos minerais, não hidromórficos, têm horizonte B textural ou B nítico, apresentam em sua constituição mineralógica elevados teores minerais primários facilmente decomponíveis, que se tornam fontes de nutrientes para plantas. Têm argila de atividade alta, altos valores para saturação e soma de bases, caracterizando-os de alta fertilidade natural. Quanto à acidez, têm reação moderadamente ácida a praticamente neutra, ocorrendo também solos com reação moderadamente alcalina.

Em geral, são medianamente profundos a rasos (60 a 120 cm). Apresentam seqüência de horizonte A, Bt e C, e nítida diferenciação entre os horizontes A e Bt, devido ao contraste de textura, cor e/ou estrutura entre os mesmos.

Em sua área de ocorrência, observa-se presença de pedregosidade superficial, constituída por calhaus e, às vezes matacões, caracterizando o que se denomina pavimento desértico. São solos bastante susceptíveis à erosão, com horizonte A fraco ou moderado, ou horizonte E.

Os solos caracterizados têm, de modo geral, textura franco arenosa no horizonte A, ocorrendo textura franco argilo arenosa em poucos casos. Estes solos ocorrem em grande parte da área, podendo ser submetida à explorações agrícolas intensivas, em períodos onde as condições climáticas são bastante desfavoráveis para as plantas. Tal fato constituiu-se em fator restritivo para o seu uso, recomendando-se à prática da irrigação. Ocupam 59,85% da área.

NEOSSOLOS LITÓLICOS - são solos minerais, pouco desenvolvidos e rasos a muito rasos. Têm seqüência de horizonte A-R, A - C - R, A-Cr-R, A-C, O-R ou H - C sem atender, contudo, aos requisitos estabelecidos para serem enquadrados nas classes dos Chernossolos, Vertissolos, Plintossolos, Organossolos ou Gleissolos. Alguns solos têm horizonte B com fraca expressão dos atributos (cor, estrutura ou acumulação de minerais secundários e/ou colóides), não se enquadrando em qualquer tipo de horizonte B diagnóstico.

Estes solos são moderadamente drenados susceptíveis à erosão devido a sua pouca espessura e normalmente apresentam bastante pedregosidade ou rochosidade na superfície.

Apresentam horizonte A fraco. Quanto à textura, ocorrem as classes textural franco arenosa. Ocupam 20,1% da área. A utilização agrícola destes solos é pouco recomendada em virtude de sua profundidade e pedregosidade, sendo estas áreas indicadas a permanecerem com vegetação para abrigo da flora e fauna e/ou pastagem natural.

NEOSSOLOS FLÚVICOS - são solos pouco desenvolvidos, formados a partir de deposições de sedimentos fluviais não consolidados, de natureza e granulometria muito variados, referidos ao Holoceno. Apresenta horizonte A fraco, sobrejacente a camadas estratificadas (2C, 3C, 4C).

Quanto à profundidade variam de moderadamente profundos a muito profundos. São imperfeitos ou moderadamente drenados, com textura variável.

Em função do material de origem, os Neossolos Flúvicos têm características morfológicas muito variáveis de local para local e mesmo num determinado perfil. As altas somas de bases (94%) indicam alta fertilidade natural.

A ocorrência dos solos Neossolos é verificada em determinada área próxima a um córrego. A principal limitação ao uso agropecuário dos solos caracterizados decorre de possíveis inundações em épocas chuvosas, ou a períodos de baixas precipitações pluviais em época de seca. Práticas de irrigação e drenagem tornam-se necessárias para um melhor aproveitamento destes solos. Ocupam 9,05% da área.

Uso Agrícola
Estes solos quando submetidos a práticas de irrigação podem ser explorados com diversas culturas. As áreas mais pedregosas podem ser destinadas à exploração pecuária com pastagens nativas ou ciltivadas.

Linhas /Ações de pesquisa
Na EE de Veludo, são desenvolvidas pesquisas de avaliação de novas alternativas de culturas irrigadas para o semi-árido, avaliação de cultivares de frutíferas; produção de sementes, mudas e plantas forrageiras, visando às deficiências desses insumos para as cadeias produtivas agrossilvopastoris, capacitação de produtores nas tecnologias geradas pela pesquisa e indicadas para a melhoria dos sistemas de exploração do semi-árido. Jardim clonal de manga (Tommy atkins), coco (Anão verde de jiqui) e goiaba (Paluma).

A Estação está sendo preparada para funcionar como um Centro de Estudos Avançados em Irrigação, onde serão avaliados diferentes sistemas de irrigação e testada a introdução de culturas nobres, especialmente frutíferas, nas condições semi-áridas do Estado da Paraíba.

João Pessoa, PB, 25.03.2003 Voltar



Missão institucional:   Viabilizar soluções tecnológicas para o agronegócio e a agricultura familiar por meio da pesquisa, do desenvolvimento e da inovação, contribuindo para assegurar a sustentabilidade dos agroecossistemas e dar suporte às políticas de geração de emprego e renda no Estado da Paraíba.   * * *   Palma:   Desde 2001, os campos de palma forrageira vêm sendo destruídos pela cochonilha-do-carmim, na Paraíba, o que tem causado grandes prejuízos à pecuária leiteira   * * *   Emepa presente no desenvolvimento da agropecuária paraibana   * * *    
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