A Estação Experimental de Abacaxi pertecente à Empresa Estadual de Pesquisa Agropecuária da Paraíba S.A. - Emepa, está localizada na Mesorregião da Mata Paraibana, no Município de Sapé, PB, posicionada nas coordenadas geográficas 7º 05' 47'' S, 35º 13' 58'' W. Gr., a uma altitude de 124 m, estando 54 km aproximadamente da capital do Estado. Possui uma área de 54,9 ha de terras aproveitáveis, encontrando-se totalmente ocupadas por pesquisas experimentais.
Nos anos de 2000 a 2002, a temperatura variou de 28,3 a 33,6º C, a precipitação pluvial de 3,2 a 164,5 mm mensais e umidade relativa do ar de 74,7 a 98,0%, dados obtidos na própria Estação Experimental.
A área pertence ao período terciário, formação grupo barreiras, sendo estes solos constituídos de sedimentos pouco consolidados, de estratificação, predominantemente horizontal. Seus sedimentos podem ser areno-argilosos, argilo, arenosos, argilas de coloração variegada muitas vezes intercaladas de seixos rolados e concreções lateríticas. Por tratar-se de uma zona de transição entre as formações sedimentares do grupo barreiras (arenito) e a vasta Depressão Sertaneja, observa-se uma rápida diminuição da espessura, entrando em contato com rochas do Pré-Cambriano (Gnaisse e Micaxisto).
Em geral, observa-se duas formas de relevo: 1) os baixos platôs ou tabuleiros, tidos como elevações tabulares, que apresentam descontinuidade morfológica e ocorrem por quase toda extensão do litoral paraibano. 2) Depressão sublitorânea ou planície litorânea, trata-se de uma superfície de aplainamento encaixada entre os contrafortes do planalto da Borborema e o limite ocidental dos tabuleiros costeiros, correspondendo a uma área baixa, com superfície colinosa, de relevo suave ondulado a ondulado, drenada por rios temporários de vales abertos e pouco profundos.
A Estação apresenta clima quente e úmido com chuvas de outono-inverno, tipo As' (segundo a classificação de Köppen), com um período de estiagem de 5 a 6 meses. O regime pluviométrico está na dependência da massa equatorial atlântica e o inverno normalmente se inicia no mês de fevereiro ou março, em função da duração da estiagem. Junho e julho são os meses mais chuvosos. O período seco começa em setembro e prolonga-se até fevereiro, salientando-se o mês de novembro como o mais seco.
As precipitações pluviais oscilam em torno de 1.000 a 1.200 mm anuais. A amplitude térmica anual é muito pequena em função da baixa latitude. As temperaturas variam pouco no decorrer do ano e as médias anuais são elevadas, com valores compreendidos entre 22 e 26º C. Os meses mais quentes são janeiro e fevereiro e os mais frios julho e agosto. A umidade relativa é bastante uniforme, com média em torno de 80%.
Na área, ocorrem distintamente dois tipos de vegetação: Cerrados que são formações arbóreo- arbustivas ou arbustivas pouco densas com porte de 3 a 4 m, com cobertura rasteira de gramíneas bastante características e floresta caducifólia que ocupa pequenas áreas nas transições entre a zona úmida e a zona seca; são florestas mais claras, menos densas e com árvores de porte em torno de 20 m.
Murici do tabuleiro (Byrsonima cydoniaefolia Juss), Cajueiro (Anacardium occidentale L.), Lixeira ou cajueiro brabo (Curatella americana L.), Batiputá (Ouracea sp.),
Pau d'arco amarelo (Tabebuia chrysitricha Mart), Timbaúba (Enterolobium contortisi LIQUUN VELL), Catolé (Syagnus oleracea) e Frei Jorge (Cordia frichotoma Vell).
LUVISSOLOS CRÔMICOS - compreende solos minerais, não hidromórficos, com horizonte B textural ou B nítico, com argila de atividade alta e alta saturação por bases, imediatamente abaixo de horizonte A fraco, ou moderado, ou horizonte E.
Esses solos variam de bem a imperfeitamente drenados, com seqüência de horizontes A, Bt e C, e nítida deferenciação entre os horizontes A e Bt, devido ao contraste de textura, cor e/ou estrutura entre os mesmos desta classe possui mudança textural abrupta. O horizonte Bt é de coloração avermelhada, amarelada e menos freqüentemente, brunada ou acinzentada. A estrutura é usualmente de blocos, moderada ou fortemente desenvolvida, composta por blocos angulares e subangulares.
Estes solos são intensamente cultivados, destacando-se como principais culturas: abacaxi, inhame e culturas de subsistência (feijão, milho, mandioca). São ainda observadas áreas com fruticultura e cana-de-açúcar. Podem ser intensamente cultivados não apresentando sérios problemas de erosão nem impedimentos a mecanização, necessitando, entretanto, de um bom manejo e fertilização para a obtenção de produtividades elevadas.
Na EE de Abacaxi são encontradas as pesquisas sobre melhoramento genético, fitossanidade, controle biológico e manejo sustentável da cultura do abacaxi. A Estação desenvolve principalmente pesquisa com a cultura do abacaxi, mas outros produtos, como inhame e mandioca, importantes na sua área de abrangência, também são estudados.
João Pessoa, PB, 25.03.2003