Estação Experimental Benjamim Maranhão
Estação Experimental benjamim Maranhão
CEP 58240-000 - Campo de Santana, PB
Localização e Caracterização da Área
Estação Experimental Benjamim Maranhão está localizada na Mesorregião do Agreste Paraibano, Microrregião do Curimataú Oriental, no Município de Campo de Santana, distando 180 km de João Pessoa, PB. Limita-se ao norte com o Rio Grande do Norte, ao sul com o Município de Dona Inês e Bananeiras, a oeste com o Município de Araruna e a leste com o Município de Caiçara. Está situada nas coordenadas geográficas 06° 29' 18"e 35º 38' 14" W.Gr., com uma altitude de 168 m.
A Estação possui uma área de 174,8 ha, ocupados com pastagem nativa e forrageira. Conta com 3 centros de manejo animal, sala de cirurgia, sala de ordenha, unidade de processamento de leite, escritório, auditório, casa de hóspede, casa do administrador, casa de colono, alojamento para técnicos e depósito.
Clima
De acordo com a classificação de Köppen, o clima é do tipo As' (quente e úmido) com chuva de outono - inverno. Caracteriza-se por apresentar chuvas de outono - inverno e um período de estiagem de 5 a 6 meses.
A época chuvosa tem início no mês de fevereiro ou março em função da duração da estiagem, que pode ser mais ou menos pronunciada, prolongando-se até julho ou agosto, destacando-se os meses de junho e julho como os mais chuvosos. O período seco começa em setembro e prolonga-se até fevereiro, salientando-se o mês de novembro como o mais seco. As precipitações pluviais oscilam em torno de 800 mm anuais. As temperaturas variam muito pouco durante o ano e as médias anuais são elevadas com valores entre 22 e 26º C. Os meses mais quentes são janeiro e fevereiro e os mais frios são julho e agosto. A umidade relativa apresenta-se com média em torno de 70%.
Geomorfologia
Trata-se de uma área baixa, com superfície colinosa de relevo suave ondulado e ondulado, drenada por rios temporários de vales abertos e pouco profundos. O aspecto suavemente ondulado da região é interrompido apenas pela presença de algumas elevações residuais e esporões da Borborema que invadem certos trechos da área.
Vegetação
A vegetação predominante é a caatinga hipoxerófila, apresentando-se normalmente densa com porte arbóreo e com menos freqüência arbóreo-arbustiva. Devido à ação antrópica, esta vegetação encontra-se muito devastada, sendo a utilização agrícola da região bastante intensa, com culturas de subsistência.
As espécies mais encontradas são: Catingueira (Caesalpinia pyramidalis), Umbuzeiro (Spondias tuberosa), Braúna (Schinopsis brasiliensis), Juazeiro (Ziziphus joazeiro), Marmeleiro (Croton sonderiauns), Facheiro (Cereus squamosus), Mandacaru (Cereus jamacaru). As cactáceas baixas e bromeliáceas têm sua freqüência restrita às áreas pedregosas e rochosas.
Principais Unidades de Solos
São encontradas na área as seguintes unidades de solos:
NEOSSOLOS LITÓLICOS - esta unidade é constituída por solos pouco desenvolvidos, rasos ou muito rasos ocorrendo nos mais variados tipos de relevo, desde o suave ondulado ao forte ondulado. O material de origem é proveniente da desagregação de gnaisse, referidas ao Pré-Cambriano (CD), além de granitos, de natureza e composição variadas, o que explica a variação de textura, desde média até arenosa.
A seqüência de horizontes é AR ou A, C, R, com transições abrúptas ou claras e planas ou onduladas. Suas cores variam de Bruno acinzentado escuro ou Bruno amarelado escuro, matiz 10YR, valores entre 3 e 5 e cromos 2 e 4. O horizonte C, quando presente, é constituído pelo saprolito da rocha de embasamento.
PLANOSSOLOS NÁTRICOS - compreende solos com horizonte B textural, argila de atividade alta, imperfeitamente drenados, com mudança textural abrúptica (do A para o Bt), apresentando na maioria os perfis, saturação com sódio. São rasos, com alta saturação de bases, horizonte A fracamente desenvolvido e horizonte Bt com estrutura prismática e/ou em blocos moderada ou fortemente desenvolvida.
Apresentam como aspecto característico, ligeiro encharcamento durante o período de chuvas e extremo ressecamento e endurecimento na época seca.
Uso Agrícola
Estes solos, praticamente não se prestam ao uso agrícola, sendo mais indicados como áreas de preservação natural ou para uso da pecuária extensiva (com pastagens naturais ou cultivadas), Entretanto, em algumas áreas, nota-se a exploração com culturas de subsistência (milho, feijão e fava), agave, algodão e palma forrageira.
Linhas /Ações de pesquisa
Na EE Benjamim Maranhão, são desenvolvidas pesquisas em sistema de produção, melhoramento animal, manejo e nutrição, reprodução animal e sanidade animal.
João Pessoa, PB, 25.03.2003