Estação Experimental de Lagoa Seca
Estrada de Imbaúba, Km 3 Zona Rural
CEP 58.117-000 - Lagoa Seca, PB
Fone: (83) 366-1298
Localização
A Estação Experimental de Lagoa Seca está localizada no Sitio Imbaúba, Rodovia PB Município de Lagoa Seca, Microrregião de Campina Grande, Agreste Paraibano. Está posicionada nas coordenadas 07º 10' 15" e 35º 51' 13" W.Gr., com altitude média de 634 m.Tem uma área de 110 ha constituída de áreas experimentais e reservas florestais. Dista 3,0 km da cidade de Campina Grande, PB, pólo de maior relacionamento.
A Estação dispõe de escritório, salas para técnicos, biblioteca, armazém, laboratório de fitopatologia, casa de vegetação, telado, barragem além das áreas próprias para experimentação e produção de mudas.
Clima
O clima da área, segundo a classificação de Köppen, é do tipo As' (tropical úmido) com estação seca transladada do inverno para o outono, com temperatura variando entre 22 a 26ºC durante o ano. As precipitações pluviais atingem uma média anual de 990 mm.
Vegetação
A vegetação nativa da área é a floresta subcaducifolia, formações florestais com baixa densidade e porte em torno de 20 m. Os caules são retilíneos, altos e predominam árvores de folhas miúdas. Parte desses indivíduos perdem as folhagens na época mais seca do ano. Toda vegetação natural cedeu lugar ao desenvolvimento de culturas diversas, feijão, mandioca, milho, destacando-se o cultivo de olerícolas e algumas frutíferas. As principais espécies encontradas são: Angico (Anandenanthera macrocarpa), Pau-darco (Tabebuia serratifolia.), Maçaranduba (Manilkara rufula), Sucupira (Bawdichia virgillioides), Barriguda (Ceiba pentandra), dentre outras.
Geologia
O material originário dos solos pertence ao Período do Pré-Cambriano (CD), sendo representada na sua maioria por gnaisses e migmatitos. Estas rochas metamórficas são mais disseminadas no Estado, ocorrendo associadas com micaxistos e granitos. O relevo predominante é suave ondulado.
Solos
As principais unidades de solo que ocorrem na área são:
ARGISSOLOS - são solos constituídos por material com argila de atividade baixa e horizonte B textural imediatamente abaixo de horizonte A ou E. Apresentam profundidade variável, deste forte a imperfeitamente drenados, de cores avermelhadas ou amareladas, e mais raramente, brunadas ou acinzentadas. A textura varia de arenosa a argilosa no horizonte A e de média a muito argilosa no horizonte Bt.
NEOSSOLOS - compreende solos constituídos por material mineral ou por material orgânico pouco espesso com pequena expressão dos processos pedogenéticos em conseqüência da baixa intensidade de atuação destes processos, que não conduziram, ainda, a modificações expressivas do material originário, de características do próprio material, pela sua resistência ao intemperismo ou composição química, e do relevo, que podem impedir ou limitar a evolução desses solos.
Possuem seqüência de horizontes A-R; A-C-R, A, Cr-R, A-Cr, A-C, 0-R ou H-C sem atender, contudo, aos requisitos estabelecidos para serem enquadrados nas classes dos Chernossolos, Vertissolos, Plintossolos, Organossolos ou Gleissolos. Esta admite diversos tipos de horizontes superficiais, incluindo o horizonte O ou H hístico, com menos de 30 cm de espessura quando sobrejacente à rocha ou a material mineral.
Alguns solos têm horizonte B com fraca expressão dos atributos (cor, estrutura ou acumulação de minerais secundários e/ou colóides), não se enquadrando em qualquer tipo de horizonte B. Ocorre a predominância de NEOSSOLOS REGOLÍTICOS. Apresentam as características acima citadas, porém com textura arenosa ou média, e variam em profundidade de rasos a profundos. Em geral, são solos de razoáveis condições físicas, químicas e mineralógicas, exceto por sua granulometria.
Linhas /Ações de pesquisa
Pesquisas voltadas para as culturas de batatinha, feijão, erva-doce e ervas medicinais; Avaliação de cultivares de feijão; Unidades de observação de caju, maracujá e goiaba; Apicultura.
João Pessoa, PB, 25.03.2003