Estação Experimental de Pendência


CEP 58155 -000 Soledade, PB

Localização
A Estação Experimental de Pendência pertecente à Empresa Estadual de Pesquisa Agropecuária da Paraíba S.A. - Emepa está localizada na Mesorregião do Agreste Paraibano, na microrregião do Curimataú Ocidental, no Município de Soledade, PB, posicionada à 07º 03' 26'' S e 36º 21' 46'' W. Gr., a uma altitude de 521 m.
Distando 210 km da cidade de João Pessoa, a estação possui uma área de 727 ha, ocupados com capim, palma forrageira, açúdes, vegetais nativos e das seguintes instalações: Centro de Manejo Animal; Laboratório de Biotecnologia, Laboratório para CAEV, Mini-Usina de Processamento de Leite, Fábrica de Queijos e Derivados, Centro de Treinamento com sala de aula, refeitório e dormitório, casa de hóspedes para pesquisadores e instrutores, casa de colonos e salas para técnicos e pessoal administrativo.

Clima
O clima, segundo a classificação de Koppen, é do tipo BSh (semi- árido quente). Esta faixa semi-árida entre leste e o oeste paraibano é a área mais seca do Estado, com precipitações médias anuais baixas e uma estação seca que pode atingir 11 meses. A média de temperatura máxima anual é de 24,5º C e a mínima de 16,5º C. A umidade relativa do ar é em torno de 50%. A precipitação pluvial é, em média, de 400 mm/anuais, dados meteorológicos obtidos na própria Estação Experimental.

Vegetação
A vegetação predominante é a caatinga hipoxerófila, apresentando-se normalmente densa com porte arbóreo e com menos freqüência arbóreo-arbustiva. Devido à ação antrópica, esta vegetação encontra-se muito devastada, sendo a utilização agrícola da região bastante intensa, com culturas de subsistência. As espécies mais encontradas são: Catingueira (Caesalpinia pyramidalis), Umbuzeiro (Spondias tuberosa), Baraúna (Schinopsis brasiliensis), Juazeiro (Zizyphus joazeiro.), Marmeleiro (Cróton sonderianus.), Facheiro (Cereus squamosus.), Mandacaru (Cereus jamacaru). As cactáceas e bromeliáceas têm sua freqüência restrita às áreas pedregosas e rochosas.

Geologia
O material originário dos solos pertence ao Período do Pré-Cambriano (CD), sendo representada na sua maioria por gnaisses e migmatitos. Estas rochas metamórficas são mais disseminadas no Estado, ocorrendo associadas com micaxistos e granitos. O relevo predominante é suave ondulado e ondulado.

Principais Unidades de Solos
As principais unidades de solo que ocorrem na área são:

LUVISSOLOS - Esta classe caracteriza-se pela presença de um horizonte B textural com argila de atividade alta e desprovido de A chernozêmico, sendo o horizonte A do tipo fraco ou moderado. São geralmente pouco profundos (60 a 120 cm) com seqüência de horizonte, Bt e C, com nítida diferenciação entre os horizontes A e Bt, devido aos contrastes de textura, cor e/ou estrutura entre os mesmos. A drenagem é de moderada a imperfeita, além de apresentar em alguns casos excessiva pedregosidade. Ocorrem praticamente em todo Estado, principalmente na região semi-árida, estimando-se uma ocorrência de 55%.
PLANOSSOLO - caracteriza-se pela marcante diferenciação bem acentuada entre os horizontes A ou E e o B, devido a transição abrúpta para o horizonte A sobrejacente; ocorre também uma variação textural e estrutural entre o horizonte A friável e permeável e o horizonte B compactado e de drenagem lenta ou muito lenta.
É típico do horizonte B a presença de estrutura forte grande em blocos angulares, freqüentemente com aspecto cúbico, ou então estrutura prismática ou colunar, pelo menos na parte superior do referido horizonte. Em geral, são pouco profundos, podendo apresentar elevada saturação de bases, argilas e atividade alta no horizonte B e capacidade de retenção de água disponível média a alta. Esses solos apresentam-se em pequenas proporções dentro do Estado.
NEOSSOLOS - compreende solos constituídos por material mineral ou por material orgânico pouco espesso com pequena expressão dos processos pedogenéticos em conseqüência da baixa intensidade de atuação destes processos, que não conduziram, ainda, a modificações expressivas do material originário, de características do próprio material, pela sua resistência ao intemperismo ou composição química, e do relevo, que podem impedir ou limitar a evolução desses solos.
Possuem seqüência de horizontes A-R; A-C-R, A, Cr-R, A-Cr, A-C, 0-R ou H-C sem atender, contudo, aos requisitos estabelecidos para serem enquadrados nas classes dos Chernossolos, Vertissolos, Plintossolos, Organossolos ou Gleissolos. Esta admite diversos tipos de horizontes superficiais, incluindo o horizonte O ou H hístico, com menos de 30 cm de espessura quando sobrejacente à rocha ou a material mineral.
Alguns solos têm horizonte B com fraca expressão dos atributos (cor, estrutura ou acumulação de minerais secundários e/ou colóides), não se enquadrando em qualquer tipo de horizonte B.

Linhas /Ações de pesquisa

Pesquisa em sistema de produção, melhoramento animal, inseminação artificial, transferência de embriões, sanidade animal, alimentação e nutrição de caprinos das raças Anglo Nubiana, British Alpine, Pardo Alemã, Savana (especializada para produção de carne) e a nativa Canindé. Ações de pesquisas também são desenvolvidas com ovinocultura de corte, especialmente com as raças Santa Inês e Dorper.
Unidade de Processamento de leite e derivados.


João Pessoa, PB, 25.03.2003