Gado Sindi
Sistema de Produção de Leite para a Raça Sindi
no Estado da Paraíba
Hildon Regis Navarro Filho, Rômulo Pontes de Freitas Albuquerque,
Ricardo de Miranda Henrique Leite, Paulo Leonardo Correia Guedes,
Augrizônio dos Santos Bacalhau e Antônio Muniz de Lima
O Nordeste, por suas limitações edafoclimáticas, propicia meios para exploração de raças leiteiras tropicais. Inúmeras são as dificuldades de se explorar economicamente raças leiteiras de clima temperado em regiões tropicais. Diante desta realidade, sentiu-se a necessidade de delinear estudos, com o objetivo de desenvolver tecnologias sustentáveis e firmar rebanhos com maior mérito genético para produção de leite, tendo como base à raça Sindi, devido sua rusticidade e capacidade de produção em zonas tropicais. O estudo também é importante pela possibilidade que se terá de minimizar os custos da produção de leite, pela redução do uso de concentrados, através da intensificação na alimentação dos animais de restos de produtos agroindustriais (casca de mandioca, sobras de milho, feijão e frutas) e consumo intensivo de forrageiras tropicais.
A Empresa Estadual de Pesquisa Agropecuária da Paraíba S.A. vem explorando um dos núcleos mais puros da raça Sindi no Brasil, que em função de sua produção de leite, de tourinhos de bom potencial genético e de fêmeas com boas características reprodutivas e produtivas, conforme dados econômicos estimados, constitui uma atividade pecuária de grande viabilidade econômica para o Estado da Paraíba e para a Região Nordeste.
Sistema de produção de leite
No ano de 1996, foi implantado um sistema de produção de leite, na Estação Experimental de Alagoinha, da Empresa Estadual de Pesquisa Agropecuária da Paraíba S.A. - Emepa, situada na mesorregião Agreste Paraibano, com o apoio do Banco do Nordeste.
A pesquisa teve como objetivos: 1) Avaliar a viabilidade técnica e econômica do sistema de produção de leite para a raça Sindi, nas condições ecológicas da Mesorregião Agreste Paraibano;2) Verificar o comportamento produtivo e reprodutivo de animais da raça Sindi nessa região; 3) Produzir adequado estoque genético para garantir a multiplicação de animais detentores de bom potencial produtivo e fortalecer a pecuária bovina da região; 4) Realizar cruzamentos da raça Sindi com outras raças, visando a obter através da heterose, animais bem padronizados e de maior produtividade; 5) Avaliar novas tecnologias, buscando reduzir os riscos de sua adoção pelos criadores, seus impactos técnicos, econômicos, gerenciais e ambientais em um modelo físico real e 6) Avaliar parâmetros zootécnicos de produção e reprodução da raça Sindi na região.
Os índices de produção de leite estão sendo apurados segundo os mesmos procedimentos adotados para o rebanho Guzerá Leiteiro de Alagoinha, cujos dados são oficiais e aceitos pela ABCZ. Tais índices vêm revelando a aptidão leiteira dos animais do rebanho da Emepa. Ao passarem por uma avaliação criteriosa de seu potencial leiteiro e, provavelmente, em razão de suas ascendências leiteiras, várias matrizes começaram a se destacar nos controles realizados. O maior destaque foi a vaca "JARANA EMEPA" que ao encerrar a 3ª lactação, atingiu a produção total de 7.062,80 kg de leite em 358 dias de produção, em regime de duas ordenhas diárias, com média de 19,72 kg/dia. Também outras matrizes já começaram a se destacar no rebanho.
Manejos alimentar, reprodutivo e sanitário
As crias acompanham suas mães até a hora de apartação e, posteriormente, são mantidas em bezerreiro coletivo, dividido em duas categorias: 0 a 150 e 150 a 300 dias, onde recebem uma suplementação volumosa à base de capim picado à vontade e 0,5 kg/cabeça/dia de farelo de trigo, quando necessário.
Os machos são mantidos exclusivamente em regime de pasto até a época de venda em leilão público, exceto os filhos de vacas com produção acima de 3.000 kg/leite/lactação, os quais são tratados como animais reservas, para serem utilizados como futuros reprodutores no rebanho.
As fêmeas são mantidas a campo e de acordo com a necessidade, podem receber no período da seca, uma suplementação volumosa composta de cana-de-açúcar + uréia pecuária a 1%. As novilhas com diagnóstico de gestação positivo, sessenta dias antes do parto provável, são transferidas para o lote das vacas em lactação, onde são submetidas a manejo idêntico e amansamento, recebendo 1 kg de concentrado/cabeça/dia, no período da seca.
As vacas apartadas são mantidas a campo, recebendo no período da seca uma suplementação volumosa à base de capim picado ou cana-de-açúcar + uréia pecuária a 1%. Trinta dias antes do parto provável são incorporadas ao lote das vacas em lactação, recebendo 1 kg de concentrado/cabeça/dia.
As vacas em lactação têm acesso aos pastos após o término da ordenha, recebendo no período da seca suplementação volumosa, constituída de capim elefante picado ou cana-de-açúcar + uréia pecuária a 1%.
As vacas em produção têm à disposição, ao longo da lactação, rações à base de concentrados, dependendo da disponibilidade e preço na época, constituindo-se de farelo de soja, farelo de trigo, farelo de algodão, caroço de algodão, milho, calcário e sal mineral. O fornecimento de concentrados para vacas em lactação ocorre individualmente em função da sua produção de leite: Vaca com 3,0 a 5,0; 5,1 a 8,0; 8,1 a 11,0; 11,1 a 14,0; 14,1 a 17,0; 17,1 a 20,0; 20,1 a 23,0 e 23,1 a 25,0 kg/dia de leite recebem 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7 e 8 kg/dia de concentrado, respectivamente. Nos primeiros 30 dias pós-parto, são fornecidos às vacas 5 kg concentrado/cabeça/dia, para que elas externem o potencial de produção de leite. Após este período, o fornecimento é ajustado de acordo com a média mensal de produção da vaca.
Os touros são mantidos em piquete individual, recebendo 2 kg de concentrado/cabeça/dia e, no período seco, suplementação volumosa, se necessário. Todo o rebanho do sistema de produção tem à disposição, durante todo o ano, sal mineral à vontade.
No Sistema de Produção de leite implantado na Estação Experimental de Alagoinha, são utilizados dois sistemas de manejo reprodutivo: a monta natural controlada e a inseminação artificial. As vacas são cobertas e/ou inseminadas a partir de 60 dias após o parto e as novilhas a partir do 1º estro, desde que tenha atingindo mas de 65% do peso vivo de fêmeas adultas, o que corresponde aproximadamente a 208 kg. A detecção do cio é feita duas vezes ao dia, pela manhã e à tarde, sendo utilizados dois rufiões com desvio lateral de pênis, um no lote das vacas em lactação e outro n lote das vacas secas e novilhas. O diagnóstico de prenhez é realizado através de toque retal, 60 dias após a cobertura ou insemina;cão artificial.
No manejo sanitário o rebanho Sindi é vacinado sistematicamente contra: febre aftosa, carbúnculo sintomático, gangrena gasosa, raiva e brucelose. Também é realizada a vermifugação para combater os endoparasitas e pulverização contra os ectoparasitas, de acordo com um calendário sanitário.
A prova de soro-aglutinação para diagnóstico da brucelose é realizada anualmente para todo o rebanho em idade de reprodução, eliminando-se os animais positivos. Também é realizado a tuberculinização, descartando-se os suspeitos e positivos.
Desenvolvimento ponderal
Resultados de desenvolvimento ponderal de animais de ambos os sexos, do rebanho Sindi da Emepa, no sistema de produção de leite adotado, na Estação Experimental de Alagoinha, PB, em função do sexo da cria estão apresentados no quadro seguinte.
N (Número de observações)
Características reprodutivas
Estudando o desempenho reprodutivo de novilhas da raça Sindi, no sistema de produção de leite avaliado na Estação Experimental de Alagoinha, em Alagoinha-PB, foram obtidos os resultados constantes no quadro abaixo. Os pesos médios à puberdade, à concepção e ao primeiro parto obtidos foram de 242,09 kg, 245,13 kg e 276,76 kg, respectivamente.
Características de produção de leite
Resultados médios de produção de leite e duração do período de lactação das novilhas da raça Sindi, no sistema de produção de leite avaliado estão apresentados no quadro a seguir, cujos dados demonstram um bom comportamento da raça Sindi para exploração de leite, no Agreste Paraibano, quando comparadas com os dados da raça em seu país de origem.
Produção de leite e duração do período de lactação das dez melhores matrizes do rebanho da EMEPA-PB constam no quadro abaixo, cujos dados revelam a potencialidade dessa raça como alternativa promissora para melhorar a produção de leite dos rebanhos, na Região Nordeste.
Difusão e Transferência Tecnológica
Os pecuaristas do Estado da Paraíba e da Região Nordeste vêm sendo beneficiados com os resultados obtidos no Projeto "Sistema de Produção de Leite para a Raça Sindi no Estado da Paraíba".
A difusão e a transferência dos resultados obtidos foram efetivadas por meio de visitas de criadores ao modelo físico inovador instalado na Estação Experimental de Alagoinha, PB. Foram realizados dias de campo coincidindo sempre com os leilões anuais de animais da raça Sindi. Palestras e demonstrações de algumas matrizes foram realizadas em ocasiões de visitas de grupos de pecuaristas, causando grande impacto sobre essa atividade pecuária na Região Nordeste do Brasil.
Diversos artigos sobre a raça Sindi foram publicados em jornais da região e na revista Agropecuária Tropical. Recentemente, a Emepa e o Banco do Nordeste publicaram o livro "SINDI: Gado Vermelho para o Semi-árido" de autoria de Leite et al. (2001), contemplando os capítulos "Divulgação do Gado Sindi na Região Nordeste e Criação do Gado Sindi da EMEPA-PB", disponibilizando grande volume de informações técnicas sobre o gado Sindi.
Composição do rebanho
O rebanho Sindi da Emepa mantido e preservado na Estação Experimental de Alagoinha, em Alagoinha, PB, apresentou a seguinte composição (em 28.02.2001): 5 touros; 27 vacas em lactação; 20 vacas secas; 9 novilhas (24 meses - 1ª parição), 19 garrotas (10 - 24 meses); 6 bezerras (150 - 300 dias), 12 bezerras (0 - 150 dias); 12 garrotes (10 - 24 meses); 15 bezerros (150 - 300 dias); 11 bezerros (0 - 150 dias) e 2 animais para reserva (tourinhos), totalizando 138 animais.
A Empresa Estadual de Pesquisa Agropecuária da Paraíba S.A. vem explorando um dos núcleos mais puros da raça Sindi no Brasil, que em função de sua produção de leite, de tourinhos de bom potencial genético e de fêmeas com boas características reprodutivas e produtivas, conforme dados econômicos estimados, constitui uma atividade pecuária de grande viabilidade econômica para o Estado da Paraíba e para a Região Nordeste.
Sistema de produção de leite
No ano de 1996, foi implantado um sistema de produção de leite, na Estação Experimental de Alagoinha, da Empresa Estadual de Pesquisa Agropecuária da Paraíba S.A. - Emepa, situada na mesorregião Agreste Paraibano, com o apoio do Banco do Nordeste.
A pesquisa teve como objetivos: 1) Avaliar a viabilidade técnica e econômica do sistema de produção de leite para a raça Sindi, nas condições ecológicas da Mesorregião Agreste Paraibano;2) Verificar o comportamento produtivo e reprodutivo de animais da raça Sindi nessa região; 3) Produzir adequado estoque genético para garantir a multiplicação de animais detentores de bom potencial produtivo e fortalecer a pecuária bovina da região; 4) Realizar cruzamentos da raça Sindi com outras raças, visando a obter através da heterose, animais bem padronizados e de maior produtividade; 5) Avaliar novas tecnologias, buscando reduzir os riscos de sua adoção pelos criadores, seus impactos técnicos, econômicos, gerenciais e ambientais em um modelo físico real e 6) Avaliar parâmetros zootécnicos de produção e reprodução da raça Sindi na região.
Os índices de produção de leite estão sendo apurados segundo os mesmos procedimentos adotados para o rebanho Guzerá Leiteiro de Alagoinha, cujos dados são oficiais e aceitos pela ABCZ. Tais índices vêm revelando a aptidão leiteira dos animais do rebanho da Emepa. Ao passarem por uma avaliação criteriosa de seu potencial leiteiro e, provavelmente, em razão de suas ascendências leiteiras, várias matrizes começaram a se destacar nos controles realizados. O maior destaque foi a vaca "JARANA EMEPA" que ao encerrar a 3ª lactação, atingiu a produção total de 7.062,80 kg de leite em 358 dias de produção, em regime de duas ordenhas diárias, com média de 19,72 kg/dia. Também outras matrizes já começaram a se destacar no rebanho.
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Manejos alimentar, reprodutivo e sanitário
As crias acompanham suas mães até a hora de apartação e, posteriormente, são mantidas em bezerreiro coletivo, dividido em duas categorias: 0 a 150 e 150 a 300 dias, onde recebem uma suplementação volumosa à base de capim picado à vontade e 0,5 kg/cabeça/dia de farelo de trigo, quando necessário.
Os machos são mantidos exclusivamente em regime de pasto até a época de venda em leilão público, exceto os filhos de vacas com produção acima de 3.000 kg/leite/lactação, os quais são tratados como animais reservas, para serem utilizados como futuros reprodutores no rebanho.
As fêmeas são mantidas a campo e de acordo com a necessidade, podem receber no período da seca, uma suplementação volumosa composta de cana-de-açúcar + uréia pecuária a 1%. As novilhas com diagnóstico de gestação positivo, sessenta dias antes do parto provável, são transferidas para o lote das vacas em lactação, onde são submetidas a manejo idêntico e amansamento, recebendo 1 kg de concentrado/cabeça/dia, no período da seca.
As vacas apartadas são mantidas a campo, recebendo no período da seca uma suplementação volumosa à base de capim picado ou cana-de-açúcar + uréia pecuária a 1%. Trinta dias antes do parto provável são incorporadas ao lote das vacas em lactação, recebendo 1 kg de concentrado/cabeça/dia.
As vacas em lactação têm acesso aos pastos após o término da ordenha, recebendo no período da seca suplementação volumosa, constituída de capim elefante picado ou cana-de-açúcar + uréia pecuária a 1%.
As vacas em produção têm à disposição, ao longo da lactação, rações à base de concentrados, dependendo da disponibilidade e preço na época, constituindo-se de farelo de soja, farelo de trigo, farelo de algodão, caroço de algodão, milho, calcário e sal mineral. O fornecimento de concentrados para vacas em lactação ocorre individualmente em função da sua produção de leite: Vaca com 3,0 a 5,0; 5,1 a 8,0; 8,1 a 11,0; 11,1 a 14,0; 14,1 a 17,0; 17,1 a 20,0; 20,1 a 23,0 e 23,1 a 25,0 kg/dia de leite recebem 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7 e 8 kg/dia de concentrado, respectivamente. Nos primeiros 30 dias pós-parto, são fornecidos às vacas 5 kg concentrado/cabeça/dia, para que elas externem o potencial de produção de leite. Após este período, o fornecimento é ajustado de acordo com a média mensal de produção da vaca.
Os touros são mantidos em piquete individual, recebendo 2 kg de concentrado/cabeça/dia e, no período seco, suplementação volumosa, se necessário. Todo o rebanho do sistema de produção tem à disposição, durante todo o ano, sal mineral à vontade.
No Sistema de Produção de leite implantado na Estação Experimental de Alagoinha, são utilizados dois sistemas de manejo reprodutivo: a monta natural controlada e a inseminação artificial. As vacas são cobertas e/ou inseminadas a partir de 60 dias após o parto e as novilhas a partir do 1º estro, desde que tenha atingindo mas de 65% do peso vivo de fêmeas adultas, o que corresponde aproximadamente a 208 kg. A detecção do cio é feita duas vezes ao dia, pela manhã e à tarde, sendo utilizados dois rufiões com desvio lateral de pênis, um no lote das vacas em lactação e outro n lote das vacas secas e novilhas. O diagnóstico de prenhez é realizado através de toque retal, 60 dias após a cobertura ou insemina;cão artificial.
No manejo sanitário o rebanho Sindi é vacinado sistematicamente contra: febre aftosa, carbúnculo sintomático, gangrena gasosa, raiva e brucelose. Também é realizada a vermifugação para combater os endoparasitas e pulverização contra os ectoparasitas, de acordo com um calendário sanitário.
A prova de soro-aglutinação para diagnóstico da brucelose é realizada anualmente para todo o rebanho em idade de reprodução, eliminando-se os animais positivos. Também é realizado a tuberculinização, descartando-se os suspeitos e positivos.
Desenvolvimento ponderal
Resultados de desenvolvimento ponderal de animais de ambos os sexos, do rebanho Sindi da Emepa, no sistema de produção de leite adotado, na Estação Experimental de Alagoinha, PB, em função do sexo da cria estão apresentados no quadro seguinte.
| Sexo | N | Nascer | N | Desmame | N | 12 meses | N | 24 meses |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Machos | 94 | 20,94 | 57 | 159,23 | 61 | 192,50 | 19 | 310,10 |
| Fêmeas | 107 | 19,32 | 61 | 128,93 | 61 | 155,96 | 42 | 241,80 |
Características reprodutivas
Estudando o desempenho reprodutivo de novilhas da raça Sindi, no sistema de produção de leite avaliado na Estação Experimental de Alagoinha, em Alagoinha-PB, foram obtidos os resultados constantes no quadro abaixo. Os pesos médios à puberdade, à concepção e ao primeiro parto obtidos foram de 242,09 kg, 245,13 kg e 276,76 kg, respectivamente.
| Características | Número de observações | Médias |
|---|---|---|
| Idade ao primeiro parto (meses) | - | 32,51 |
| Peso ao primeiro parto (kg) | - | 276,76 |
| Intervalo entre partos (meses) | 114 | 13,7 |
| Período seco (dias) | - | 228,13 |
| Número de serviço por concepção | 132 | 1,5 |
Características de produção de leite
Resultados médios de produção de leite e duração do período de lactação das novilhas da raça Sindi, no sistema de produção de leite avaliado estão apresentados no quadro a seguir, cujos dados demonstram um bom comportamento da raça Sindi para exploração de leite, no Agreste Paraibano, quando comparadas com os dados da raça em seu país de origem.
| Características | Número de observações | Médias |
|---|---|---|
| Produção total de leite (kg) | 95 | 1.821,8 |
| Duração da lactação (dias) | 95 | 249,0 |
| Produção diária de leite (kg) | 95 | 7,32 |
Produção de leite e duração do período de lactação das dez melhores matrizes do rebanho da EMEPA-PB constam no quadro abaixo, cujos dados revelam a potencialidade dessa raça como alternativa promissora para melhorar a produção de leite dos rebanhos, na Região Nordeste.
| Matrizes | Lactação | Produção de leite (kg) | Período de lactação (dias) | Média diária (kg) |
|---|---|---|---|---|
| Jarana | 3ª | 7.062,8 | 358 | 19,72 |
| Juma | 5ª | 4.592,8 | 314 | 14,62 |
| Hilara | 4ª | 2.870,0 | 301 | 9,53 |
| Javali | 5ª | 2.799,0 | 281 | 9,96 |
| Loteria | 3ª | 2.709,6 | 311 | 8,71 |
| Jangada | 2ª | 2.561,1 | 276 | 9,27 |
| Queijadinha | 1ª | 2.560,6 | 281 | 9,11 |
| Itaúna | 5ª | 2.475,2 | 172 | 14,39 |
| Gratina | 7ª | 2.485,2 | 332 | 7,48 |
| Maringá | 1ª | 2.390,5 | 324 | 7,30 |
Difusão e Transferência Tecnológica
Os pecuaristas do Estado da Paraíba e da Região Nordeste vêm sendo beneficiados com os resultados obtidos no Projeto "Sistema de Produção de Leite para a Raça Sindi no Estado da Paraíba".
A difusão e a transferência dos resultados obtidos foram efetivadas por meio de visitas de criadores ao modelo físico inovador instalado na Estação Experimental de Alagoinha, PB. Foram realizados dias de campo coincidindo sempre com os leilões anuais de animais da raça Sindi. Palestras e demonstrações de algumas matrizes foram realizadas em ocasiões de visitas de grupos de pecuaristas, causando grande impacto sobre essa atividade pecuária na Região Nordeste do Brasil.
Diversos artigos sobre a raça Sindi foram publicados em jornais da região e na revista Agropecuária Tropical. Recentemente, a Emepa e o Banco do Nordeste publicaram o livro "SINDI: Gado Vermelho para o Semi-árido" de autoria de Leite et al. (2001), contemplando os capítulos "Divulgação do Gado Sindi na Região Nordeste e Criação do Gado Sindi da EMEPA-PB", disponibilizando grande volume de informações técnicas sobre o gado Sindi.
Composição do rebanho
O rebanho Sindi da Emepa mantido e preservado na Estação Experimental de Alagoinha, em Alagoinha, PB, apresentou a seguinte composição (em 28.02.2001): 5 touros; 27 vacas em lactação; 20 vacas secas; 9 novilhas (24 meses - 1ª parição), 19 garrotas (10 - 24 meses); 6 bezerras (150 - 300 dias), 12 bezerras (0 - 150 dias); 12 garrotes (10 - 24 meses); 15 bezerros (150 - 300 dias); 11 bezerros (0 - 150 dias) e 2 animais para reserva (tourinhos), totalizando 138 animais.

