Acompanhando a tendência mundial para o consumo de produtos orgânicos, a Empresa Estadual de Pesquisa Agropecuária (Emepa) está elaborando plano de manejo para conversão e certificação orgânica dos produtos vegetais e animais.
Segundo o presidente Emepa, Miguel Barreiro Neto, tendo como dever a geração e adaptação de tecnologias direcionadas ao agronegócio e agricultura familiar paraibana, foi definido o plano de manejo para conversão e certificação de seu pomar de frutíferas integradas e à criação de cordeiro precoce, para o sistema de exploração orgânico. Será um trabalho a ser desenvolvido na Estação Experimental Aparecida, sob orientação e inspeção da Associação de Agricultura Biodinâmica do Nordeste (ABD Nordeste) e em parceria com a Mocó Agropecuária Ltda. Tudo isso vai proporcionar aos pequenos agricultores, conhecimentos baseados em princípios e práticas do manejo orgânico no cultivo destas frutíferas e na produção de ovinos orgânicos.
Com a adoção de medidas de conversão para o sistema orgânico de manejo, pretende-se obter produtos de ovinos e frutíferos saudáveis, livres de resíduos químicos, provenientes de um sistema de manejo em que sejam privilegiados a saúde do consumidor, o bem-estar do agricultor e a preservação do meio ambiente.
Agricultura orgânica é um termo freqüentemente usado para a produção de alimentos e produtos animais e vegetais que não fazem uso de substâncias químicas sintéticas ou alimentos geneticamente modificados, e geralmente adere aos princípios de agricultura sustentável. É um sistema de gerenciamento total da produção agrícola visando promover e realçar a saúde do meio ambiente, preservar a biodiversidade, os ciclos e as atividades biológicas do solo.
No Brasil a agricultura orgânica despontou no início da década de 80 e, desde então, ano a ano, só tem crescido o volume de produtos orgânicos comercializados, atualmente estimado em 300 mil toneladas/ano e movimentando um mercado de R$ 300 milhões/ano.