Empresa Estadual de Pesquisa Agropecuária da Paraíba



Com o apoio da SAF/MDA, SECIS/MCT por intermédio do CNPq a Emepa realiza dia de campo na Estação de Alagoínha

CDTEC

A Emepa realiza nesta sexta-feira dia 25, às 08 h, um dia de campo sobre a produção e utilização de mandioca na alimentação de bovinos no Agreste paraibano.
De acordo com o pesquisador Élson Soares dos Santos, coordenador do evento, o que se pretende é transmitir e difundir uma alternativa alimentar para os rebanhos de corte e leite das regiões do Agreste e Brejo paraibano, principalmente na época de estiagem.
Ele explica que no Nordeste brasileiro, durante o período chuvoso, há alimento em abundância e de boa qualidade para os rebanhos, mas durante a seca, o alimento é escasso e de qualidade inferior “com teor de proteína bruta na forragem insuficiente para atender as exigências nutricionais dos animais em pleno crescimento”.
A contribuição da Emepa, enquanto empresa de pesquisa, foi buscar culturas alternativas  de elevado teor protéico para alimentar os rebanhos, uma vez que durante a seca as forragens são de baixo valor  nutritivo e acabam comprometendo o crescimento e o desenvolvimento dos animais.

A PESQUISA - O trabalho de pesquisa foi desenvolvido na Estação Experimental de Alagoinha/PB, com a raça Guzerá e na Estação Experimental “João Pessoa”, na cidade de Umbuzeiro, com a raça Gir. Os animais que receberam dietas contendo 50% de mandioca mais 50% de ração tradicional e com 25% de mandioca mais 75% de ração tradicional apresentaram ganhos de peso diários mais elevados em relação aos animais submetidos à pastagem natural e ração tradicional.
Com relação as variedades de mandioca,  pesquisas apontaram a mandioca Osso Duro e Bahia Preta promissoras para produção de forragem no Agreste Paraibano, considerando as características de produtividade, resistência à podridão-radicular e teor de amido.Em segundo lugar as variedades Aipim Surrão e Aipim Rosa, para produção de forragem simultânea de parte aérea e raízes. Novos genótipos estão sendo estudados para serem distribuídos na região.
A mandioca surgiu então como alternativa que vem dando certo junto aos produtores. Para difundir a técnica de aproveitamento e as formas de utilização da parte aérea e raízes na alimentação animal, a Estação Experimental de Alagoinha irá receber  pecuaristas e produtores rurais do Agreste Paraibano, Brejo e Zona da Mata  para o  dia de campo.
Será uma oportunidade para produtores rurais, pecuaristas e o público presente conhecerem as instalações da Estação com a área de produção de forragem in natura, em raspas de mandioca e feno, sem contar com o rebanho Sind e Guzerá da fazenda, formado por animais de alta linhagem.

A MANDIOCA - Segundo Élson Soares, a parte aérea da mandioca (ramos e folhas) possui alto valor nutritivo (proteínas, açúcares, vitaminas e minerais), principalmente proteína (28 a 32% de proteína bruta), além de excelente aceitabilidade pelos animais. Outro aspecto importante a ser considerado é que pequena parte (em torno de 20% do total das ramas produzidas numa determinada área), é aproveitada para novo plantio, ficando no campo 80% do produto. Ou seja, um material de alto valor nutritivo para alimentação dos grandes e pequenos ruminantes, fica desperdiçado quando poderia ser aproveitado.
No Estado da Paraíba, essa cultura apresenta grande importância socioeconômica como fonte alimentar para a população e como renda básica para os agricultores familiares e  pessoas envolvidas no negócio dessa lavoura nos territórios da Zona da Mata Norte e Zona da Mata Sul, Borborema e Brejo Paraibano. No ano de 2008, a área plantada foi de 36.187 hectares. Estima-se que aproximadamente 143 a 191 mil toneladas de parte aérea da mandioca deixadas no campo poderiam ser transformadas em mais carne e leite.

24-09-2009

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