O evento teve o apoio da SAF/MDA, SECIS/MCT por intermédio do CNPq
CDTEC

Um suplemento alimentar alternativo, de baixo custo e de alto teor de proteína, vem sendo utilizado pela Empresa Estadual de Pesquisa Agropecuária da Paraíba – Emepa, na alimentação animal.
O trabalho de pesquisa com a parte aérea da mandioca (ramos e folhas), foi desenvolvido pelo pesquisador Élson Soares dos Santos, que na semana passada levou a tecnologia para ser apresentada num Dia de Campo, na Estação Experimental de Alagoinha.
Nos últimos anos, a Emepa vem pesquisando alimentos alternativos para a pecuária no semi-árido, tendo em vista a falta de pastagens, principalmente na estação seca. No período chuvoso, há alimento em abundância e de boa qualidade, mas durante a seca o alimento é escasso e com um teor de proteína insuficiente para atender as exigências nutricionais dos animais em crescimento.


A utilização da parte aérea da mandioca, perdida no campo durante a colheita das raízes, possui alto valor nutritivo, com proteínas, açúcares, vitaminas e minerais, além de boa aceitação pelos animais.
Segundo Élson Soares, cerca de 140 a 190 mil toneladas de parte aérea de mandioca deixadas no campo se perdem, quando poderiam ser transformadas em mais carne e leite.


Essa parte aérea da mandioca não utilizada pelos agricultores, pode ser aproveitada como forragem, silagem ou feno de boa qualidade nutritiva. Para transmitir e difundir essa tecnologia, a Emepa reuniu um grande número de produtores do Agreste e Brejo paraibano no último final de semana.


